Como é que a gente supera?

Eu tenho pensado demais na gente, e acho que é porque o “a gente” já não existe faz tempo, e porque eu percebi, finalmente, que não existirá mais. Mas mesmo assim tudo me faz lembrar dos momentos legais, que foram ótimos,  mas sempre se perdiam no meio das sus crises e sumiços. Eu sempre relevei tanta coisa, que agora me parece errado não te procurar e relevar, relevar, apesar de saber de toda dor que dá. 
Eu vejo as fotos dos lugares que eu sempre sonhei ir e acabei indo com você, eu ouço as músicas que eu dedicava à nós dois, os desenhos que eu fiz, e eu me sinto perdida. 

Ainda é difícil acreditar que se eu quiser estar com alguém não será você, me parece errado, sabe? Como se eu tivesse traindo a gente. Me dá uma agonia pensar em conhecer uma família que não é a tua, que meu Deus, parece que o mundo vai acabar. E de certa forma acabou né? O nosso.

Fica cada dia mais certo que isso não tem futuro e que eu perdi nossa última chance. Eu desisti dela. E por mais que eu pense que eu coloquei tudo pra perder, só eu sei o quanto eu precisava desse fim, e por mais que eu sinta tua falta (e como eu sinto), eu jamais teria feito diferente. Não era pra ser, não naquela hora, não naquela versão de nós dois.

Para o Meza, o dono dos meus pensamentos.

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Mais um post só pro Xav

Quer dizer que eu pensei em você outro dia e hoje você me manda mensagem? 

Se eu soubesse que o poder do pensamento era tão forte, eu teria pensado antes.

Interessante. Interessante. 

Mais uma vez nós discutimos sobre se nos conheceríamos ou não se não houvesse Internet, caso morássemos na mesma cidade. Sinto que não. Somos tão diferentes! Não imagino nós dois nos mesmos lugares, show, cinemas. Eu acho incrível como a gente se gosta e consegue conversar como se nos víssemos todos os dias, mesmo depois de meses longe.  

E mais incrível como eu não tenho raiva dos seus maybe nem de quando você me zoa. E eu nunca nem vi sua cara. Hahahaha 

Isso é tão estranho, Xav. Como você.

E eu gosto muito disso, como eu gosto de você. 

Para os que ainda escrevem cartas

Comecei a ler “Para todos os garotos que já amei”, e resumindo bem basicamente: a heroína escreve cartas para todos os meninos que já amou (jura?) e misteriosamente essas cartas são enviadas. A história desenrola a partir daí, de como os garotos reagiram e como isso afetou a relação (ou não-relação dela com eles). 

Fiquei pensando o que aconteceria se os meninos encontrassem esse blog. O sr. Tall sabe, mas como ele não lê português e curiosidade não seja seu forte, duvido que tenha lido. Lorenzo que não é Lorenzo não sabe, tenho certeza. Nem o que não pode ser cortado. Meza é uma incógnita. Ele sabe que eu escrevo na Internet sobre ele, e já pediu o endereço do blog. Não dei. Se ele quisesse, sei que acharia, mas o conheço, o trabalho de procurar não deve ter atraído. 

Quase me esqueço do Chaviere… Era leitor assíduo, mas nunca escrevi sobre ele enquanto ele acompanhava. 

Enfim. 

Só uma pequena recordação das coisas que venho escrevendo.

Meza

Quando você me perguntou se eu tinha saudade, eu não respondi. E quando você me disse, “ok, você não tem saudade.”   

E eu não falei nada, deixei passar.  Porque não fazia sentido dizer o quanto eu sinto ou o quanto eu queria ainda estar contigo, porque já entendi que isso não vai acontecer e tudo bem. As coisas não são como a gente quer. 

Mas certas coisas me lembram você, e eu penso na gente.

Arrrgh

Por que me fizeste tão inquieta, Deus?

Custava eu ser dessas que se contenta com as palavras não ditas, que aceita que as coisas são como são, que certas coisas não mudam e que às vezes o único caminho é seguir e seguir, sem olhar pra trás e sem se preocupar?

Custava ter me feito com uma mente mais calma, sem sobressaltos, sem cantos escuros, sem essa vontade de descobrir o mundo e de desvendar as mentes alheias?

Custava eu não ser tão elétrica, tão confusa, tão carente de respostas que às vezes nem os outros podem me dar?

Custava?

Alguém que me empreste o casaco

Estou eu linda e bela (ou não) aguardando o médico,  quando um casal de velhinhos começa a discutir, porque ela está com frio e não tem casaco, e ele não empresta o dele. Que ele não está usando. Ele não tem frio. Não está usando.  E se recusa a emprestar. Ela ameaça ir embora sem ele, não aguardar mais a consulta, e nada. 

Não sei como é o relacionamento deles,  se estão juntos há anos, se se amaram ou se amam. Só sei que daqui a uns bons anos, se eu estiver casada, espero que meu marido tenha a decência de me proteger do frio.

Mon mec* (não sei escrever isso, socorro)

Escrever sobre o Xav me fez lembrar o quanto eu gostava dele e da voz robótica dele. E das discussões ridículas pq ele gostava de me contrariar só pelo prazer de me contrariar. E de como eu ri quando ele disse que eu ria como um chihuahua, e como ele passou a usar minha risada depois. Sinto falta dos conselhos dele e do áudios. E dos porquinhos. Do mal humor também. 

Foi tão rápido. Gostaria de ainda ser amiga dele, dividir as coisas e trocar fotos aleatórias das nossas comidas e pés. 

Ler suas histórias sobre os festivais e receber fotos de quando ele era uma criança fofa que dava vontade de morder.

Sinto falta da intimidade que criamos em tão pouco tempo, o que acabou por nos afastar também.

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