Como é que a gente supera?

Eu tenho pensado demais na gente, e acho que é porque o “a gente” já não existe faz tempo, e porque eu percebi, finalmente, que não existirá mais. Mas mesmo assim tudo me faz lembrar dos momentos legais, que foram ótimos,  mas sempre se perdiam no meio das sus crises e sumiços. Eu sempre relevei tanta coisa, que agora me parece errado não te procurar e relevar, relevar, apesar de saber de toda dor que dá. 
Eu vejo as fotos dos lugares que eu sempre sonhei ir e acabei indo com você, eu ouço as músicas que eu dedicava à nós dois, os desenhos que eu fiz, e eu me sinto perdida. 

Ainda é difícil acreditar que se eu quiser estar com alguém não será você, me parece errado, sabe? Como se eu tivesse traindo a gente. Me dá uma agonia pensar em conhecer uma família que não é a tua, que meu Deus, parece que o mundo vai acabar. E de certa forma acabou né? O nosso.

Fica cada dia mais certo que isso não tem futuro e que eu perdi nossa última chance. Eu desisti dela. E por mais que eu pense que eu coloquei tudo pra perder, só eu sei o quanto eu precisava desse fim, e por mais que eu sinta tua falta (e como eu sinto), eu jamais teria feito diferente. Não era pra ser, não naquela hora, não naquela versão de nós dois.

Para o Meza, o dono dos meus pensamentos.

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