​Querem me ensinar como sentir

 Eu sinto demais, eu choro demais, eu sou assim. Eu me irrito, explodo às vezes, mas passa. Mas eu sinto e fica bem claro o que se passa na minha cabeça. 

Aí as pessoas acham que é exagero, que as situações não merecem tanta atenção, que eu deveria me controlar. 

Mas me controlar por quê? Não faz parte de quem em sou ser assim? Por que não posso simplesmente deixar a emoção fluir, e me acalmar assim?

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Ela vai te corroendo por dentro

E quando não tem mais o que corroer, o que estragar, você sente o coração apertadinho, as pernas fracas, o peito sem ar. 
Aí você cai, ou se segura firme em algo pra não desabar.

E aí você se sente só, muito só, e nem todas as pessoas do mundo juntas vão te fazer sentir bem.
Eu estava no trem quando tudo começou, eu não aguentei ficar em pé, eu não aguentei não respirar, eu não aguentei os olhares de pena das pessoas sem entender o que estava acontecendo. 

E eu não sei. 

Pra mim estava tudo bem, em um segundo tudo foi mudando, as coisas ficaram estranhas, não podia ficar naquela caixa sem ar. 

Eu não quero passar por isso de novo, odeio ter sido feita assim, dessa matéria frágil e doente, preocupada e chorona. 

Odeio essas crises.

Odeio esses tempos.

Como é que a gente supera?

Eu tenho pensado demais na gente, e acho que é porque o “a gente” já não existe faz tempo, e porque eu percebi, finalmente, que não existirá mais. Mas mesmo assim tudo me faz lembrar dos momentos legais, que foram ótimos,  mas sempre se perdiam no meio das sus crises e sumiços. Eu sempre relevei tanta coisa, que agora me parece errado não te procurar e relevar, relevar, apesar de saber de toda dor que dá. 
Eu vejo as fotos dos lugares que eu sempre sonhei ir e acabei indo com você, eu ouço as músicas que eu dedicava à nós dois, os desenhos que eu fiz, e eu me sinto perdida. 

Ainda é difícil acreditar que se eu quiser estar com alguém não será você, me parece errado, sabe? Como se eu tivesse traindo a gente. Me dá uma agonia pensar em conhecer uma família que não é a tua, que meu Deus, parece que o mundo vai acabar. E de certa forma acabou né? O nosso.

Fica cada dia mais certo que isso não tem futuro e que eu perdi nossa última chance. Eu desisti dela. E por mais que eu pense que eu coloquei tudo pra perder, só eu sei o quanto eu precisava desse fim, e por mais que eu sinta tua falta (e como eu sinto), eu jamais teria feito diferente. Não era pra ser, não naquela hora, não naquela versão de nós dois.

Para o Meza, o dono dos meus pensamentos.

Meza

Quando você me perguntou se eu tinha saudade, eu não respondi. E quando você me disse, “ok, você não tem saudade.”   

E eu não falei nada, deixei passar.  Porque não fazia sentido dizer o quanto eu sinto ou o quanto eu queria ainda estar contigo, porque já entendi que isso não vai acontecer e tudo bem. As coisas não são como a gente quer. 

Mas certas coisas me lembram você, e eu penso na gente.

Mon mec* (não sei escrever isso, socorro)

Escrever sobre o Xav me fez lembrar o quanto eu gostava dele e da voz robótica dele. E das discussões ridículas pq ele gostava de me contrariar só pelo prazer de me contrariar. E de como eu ri quando ele disse que eu ria como um chihuahua, e como ele passou a usar minha risada depois. Sinto falta dos conselhos dele e do áudios. E dos porquinhos. Do mal humor também. 

Foi tão rápido. Gostaria de ainda ser amiga dele, dividir as coisas e trocar fotos aleatórias das nossas comidas e pés. 

Ler suas histórias sobre os festivais e receber fotos de quando ele era uma criança fofa que dava vontade de morder.

Sinto falta da intimidade que criamos em tão pouco tempo, o que acabou por nos afastar também.

O amante japonês [Livro]

Comparando bem toscamente, esse livro parece com Um dia, do David Nichols. Conta a história de um amor que vai passando o tempo, atravesando gerações.

Um pouco mais pesado, já que o romance principal é proibido por n razões, classe social,  guerra, raça…

E esse livro é tão leve, apesar dos temas abordados. 

Você não consegue parar de ler. 

Ir entendendo os fatos, as motivações, os desastres que vão moldando as vidas dos personagens, as nossas…. 

Vale a pena. Um livro curto, mas que te faz pensar bastante. Sobre nossas escolhas e sobre nossas obrigações nessa vida.

Eu sou um alguém que chora

É muito feio chorar se alguém diz que você é forte? 

Hoje um colega de faculdade me disse isso. Em um tom de elogio. Mas isso acaba comigo. Não é a primeira vez que me clasificam assim. E eu odeio quando o fazem.

Porque se por fora eu aparento estar forte e ok, na real por dentro eu sou só cansaço e covardia. Covardia por não ter coragem de acabar com isso logo, ficar acordando e vivendo e seguindo como se eu não tivesse opção, só por ser covarde e não seguir o outro caminho. 

Eu odeio aparentar ser forte.

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