Como é que a gente supera?

Eu tenho pensado demais na gente, e acho que é porque o “a gente” já não existe faz tempo, e porque eu percebi, finalmente, que não existirá mais. Mas mesmo assim tudo me faz lembrar dos momentos legais, que foram ótimos,  mas sempre se perdiam no meio das sus crises e sumiços. Eu sempre relevei tanta coisa, que agora me parece errado não te procurar e relevar, relevar, apesar de saber de toda dor que dá. 
Eu vejo as fotos dos lugares que eu sempre sonhei ir e acabei indo com você, eu ouço as músicas que eu dedicava à nós dois, os desenhos que eu fiz, e eu me sinto perdida. 

Ainda é difícil acreditar que se eu quiser estar com alguém não será você, me parece errado, sabe? Como se eu tivesse traindo a gente. Me dá uma agonia pensar em conhecer uma família que não é a tua, que meu Deus, parece que o mundo vai acabar. E de certa forma acabou né? O nosso.

Fica cada dia mais certo que isso não tem futuro e que eu perdi nossa última chance. Eu desisti dela. E por mais que eu pense que eu coloquei tudo pra perder, só eu sei o quanto eu precisava desse fim, e por mais que eu sinta tua falta (e como eu sinto), eu jamais teria feito diferente. Não era pra ser, não naquela hora, não naquela versão de nós dois.

Para o Meza, o dono dos meus pensamentos.

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Meza

Quando você me perguntou se eu tinha saudade, eu não respondi. E quando você me disse, “ok, você não tem saudade.”   

E eu não falei nada, deixei passar.  Porque não fazia sentido dizer o quanto eu sinto ou o quanto eu queria ainda estar contigo, porque já entendi que isso não vai acontecer e tudo bem. As coisas não são como a gente quer. 

Mas certas coisas me lembram você, e eu penso na gente.

Mon mec* (não sei escrever isso, socorro)

Escrever sobre o Xav me fez lembrar o quanto eu gostava dele e da voz robótica dele. E das discussões ridículas pq ele gostava de me contrariar só pelo prazer de me contrariar. E de como eu ri quando ele disse que eu ria como um chihuahua, e como ele passou a usar minha risada depois. Sinto falta dos conselhos dele e do áudios. E dos porquinhos. Do mal humor também. 

Foi tão rápido. Gostaria de ainda ser amiga dele, dividir as coisas e trocar fotos aleatórias das nossas comidas e pés. 

Ler suas histórias sobre os festivais e receber fotos de quando ele era uma criança fofa que dava vontade de morder.

Sinto falta da intimidade que criamos em tão pouco tempo, o que acabou por nos afastar também.

O amante japonês [Livro]

Comparando bem toscamente, esse livro parece com Um dia, do David Nichols. Conta a história de um amor que vai passando o tempo, atravesando gerações.

Um pouco mais pesado, já que o romance principal é proibido por n razões, classe social,  guerra, raça…

E esse livro é tão leve, apesar dos temas abordados. 

Você não consegue parar de ler. 

Ir entendendo os fatos, as motivações, os desastres que vão moldando as vidas dos personagens, as nossas…. 

Vale a pena. Um livro curto, mas que te faz pensar bastante. Sobre nossas escolhas e sobre nossas obrigações nessa vida.

Eu sou um alguém que chora

É muito feio chorar se alguém diz que você é forte? 

Hoje um colega de faculdade me disse isso. Em um tom de elogio. Mas isso acaba comigo. Não é a primeira vez que me clasificam assim. E eu odeio quando o fazem.

Porque se por fora eu aparento estar forte e ok, na real por dentro eu sou só cansaço e covardia. Covardia por não ter coragem de acabar com isso logo, ficar acordando e vivendo e seguindo como se eu não tivesse opção, só por ser covarde e não seguir o outro caminho. 

Eu odeio aparentar ser forte.

Perguntas eternas

Estava à toa no Facebook, e me veio um post sobre você. E me lembrei do dia em que eu percebi que te amava. E do choque que eu senti. Nossa relação, tão estranha até ali, a gente sempre brigando e nunca concordando com nada. 

E a total falta de simetria entre você e seus conflitos e meus sonhos. 

Enfim. Percebi que te amava e lembro que só pensei: “Meu Deus”. E ainda relutei por umas semanas contra o óbvio. 

Queria tanto poder ler sua mente e perceber seu lado da história. Se foi um choque pra você, como para mim. Quando foi. Como foi.

Já se passou um ano e talvez mais, mas eu não tiro isso da cabeça e nem você do coração. 

Por do sol do Grags

Enfim. Hahaha. 

Só pra descarregar um pouco do meu ódio. Na verdade ódio é uma palavra muito forte, não serviria aqui. Talvez decepção? Não sei. Desapontamento é melhor. 

É aquilo, as pessoas agem como X,  você espera que seja X, do nada vira Y e ninguém avisa nada. 

Essa é para você, militar frustrado. Como você bem sabia, a gente se dava bem e a gente conversava de meu il coisas. Se no fim eu não era o que você queria ou as coisas não saíram como você esperava, me avisasse.  Não somos crianças. Agora simplesmente sumir é tão ridículo que nem sei o que te falar. 

Enfim. Isso aqui foi só pra descarregar. Você não lerá mesmo. 

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