Cartas que eu não mando

Eu ainda não superei minha mania de cartas. Tenho várias espalhadas pelos diários que coleciono. Fora as que tenho aqui, as em folhas soltas, as em documentos do Word nunca enviados.

Geralmente eu as escrevo quando estou triste, chateada, ou coisa assim. As coisas que escrevo são aquelas que não tenho coragem de falar, aquelas que eu acho que as pessoas deveriam saber, mas eu tenho medo de mostrar. Medo de ser tida como boba, medo de incomodar, medo de parecer besta, medo.

Esse medo sempre me assolou, sempre.

Enfim.

Dessa vez eu escrevi umas cartas pro mapm, e provavelmente eu as enviarei, até porque eu acho que ele vai ~terminar~ comigo mesmo. Escrevi duas, e mandarei junto. Uma escrevi no calor do momento, estressadíssima, tudo dando errado, ele daquele jeito dele meio louco, eu meio carente, tem dias que não bate. A outra eu já estava com a cabeça no lugar e sabia que a primeira deve ter ficado meio “QQQQ???” porque eu me perco fácil.

Enfim. Espero que ele entenda. se ele ainda não tiver terminado comigo quando as cartas chegarem, ele vai lê-las e achar que eu sou completamente pirada. Ou ele aceita ou foge.

Vai ser bom que ele saiba onde está se metendo. (Se bem que eu desconfio que ele tem uma certa ideia)

Bem, deixo esta música  aqui também. Me apaixonei assim que ouvi, é minha cara.

cartas.meza

As cartinhas. A amarela é a louca, a azul a contida.

Cartas para o Meza

Eu não queria transformar nisso em algo sobre o Meza. Mas não dá. Tive um sonho tão ruim com ele.
Ele me chamava no whatsapp (hi) e quando eu ia responder ele trocava a foto. Era uma daquelas fotos típicas de recém casados, mãos entrelaçadas pra mostrar a aliança. E a mão não era a minha. Nisso eu já começava a chorar. E ele me contava que estava feliz, que tinha casado. Eu entrava no face, e várias fotos dele enchiam minha timeline. Ele e ela. Rindo. Ela de noiva. Com um vestido lindo. Casamento de dia. No campo. Ele de terno. A sobrinha dele de daminha. E eu acordei. Chorando e cansada.
Esse sonho me atormenta sempre que me interesso por alguém. Sempre. E eu sempre acordo esgotada.

Obrigada, Tino, por me proporcionar memórias que se tornaram pesadelos recorrentes.

A louca das cartas

Relendo uns diários antigos (pq sofrer faz bem) vi o quanto de cartas eu tenho. “cartas” pq são todos textos que eu escrevi pra algumas pessoas, coisas que eu nunca tive coragem pra mandar, e nunca terei. Sei que estou melhorando, não sigo mais o antigo mantra “seja boazinha, não perturbe, não incomode”. Mas ainda estou anos luz do que seria correto.
Imagino quantas decepções, quantas lágrimas teriam sido poupadas se eu deixasse claro o que me incomodava! Se a pessoa tacasse o foda-se, ótimo, eu saberia que ela não se importava comigo, dói desapegar? MUITO. Mas dói menos quando você tem motivos para isso. Agora se a pessoa se importasse, ou ela diria que não concorda, e chegaríamos a um acordo, ou ela veria o que me incomoda e, tharan! Acordo!
Mas nessa de ser boazinha, alimentei minhas mágoas, reguei, cuidei, e agora elas estão muito bonitas e fortes, e com raízes profundas em mim, obrigada.
Sei que isso pode ser modificado, que o mal deve ser cortado pela raiz, mas o trabalho é árduo e o caminho sangrento.

;))))