Lápis de cor

Hoje eu resolvi desenhar um pouco. E eu vi o quanto eu deixo as pequenas coisas me afetarem. Eu sempre amei desenhar e pintar. Mas depois do sr. Tall, dos desenhos que eu fazia da gente, depois de tudo terminar, eu parei. Pegar as folhas, os estojos, abrir o Rascunho do celular, tudo fazia lembrar.

E eu fui deixando passar, esquecendo uma parte de mim. E eu não posso deixar isso acontecer de novo. Não importa o que aconteca, eu preciso manter minha paz. E desenhar me ajuda nisso. 

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A dor de não saber

Uma vez eu li que o triste dos términos é a dor de não saber. E acho que essa é a maior verdade de todas.

Na verdade nunca tivemos nada. Nada concreto, nada planejado. Mas quando nos conhecemos, eu tão triste e confusa, você tão presente, foi impossível não criar um futuro pra nós.

E você embarcou na idéia,  triste pelo fim do seu antigo relacionamento, feliz por alguém se interessar. E eu acho que eu estava no mesmo momento.

E a gente se ajudou, se reergueu, e você se foi e me deixou com um novo fim pra lidar.

E agora, tanto tempo depois, eu não sei se você resolveu seus problemas com seu chefe. Se seu sobrinho melhorou. Se tua mãe tirou férias. Se você foi liberado de vez do médico. Se o Stefano finalmente casou. Se a banda deu certo. Se você ainda pensa em mim e em tudo que poderíamos ter sido.

Meza

Então eu te vi, e nada era como eu imaginava e tudo era melhor do que eu esperava.

Mãos dadas, abraços e beijos. E um Meza mais carinhoso do que eu esperava.

E eu que queria que tudo desse errado, pra poder o esquecer, e pra botar um ponto final nessa história, acabei criando uma segunda parte.

Uma segunda parte, com umais nova espera, e com lembranças das férias mais felizes da minha vida.

Aaaaaaaaah

Estava tudo lindo e fofo e maravilhoso. Até o momento em que ele sumiu. Eu já deveria estar acostumada, pq né, todos somem em algum momento, mas eu ainda mantenho a fé.

Enfim.

Ele sumiu. E eu chorei. Quem me conhece sabe que meu “eu chorei” é tenso. Uma semana inteita. Dormia chorando, e acordava chorando. Pegava o ônibus chorando; passava o dia no trabalho pedindo pra ir ao banheiro pra chorar. Fim do expediente? Otimo; posso chorar no ônibus em paz. Ia dormir chorando e tudo se repetia.

Agora que eu estou “bem”, ele volta. Qual a porra do problema desses caras?

No hay más Meza

Não faço idéia se escrevi isto certo.

Enfim. Não tem mais Meza, não tem mais estresse pra saber se haverá mensagem, se ele estará disponível ou de bom humor.

Não tem mais “negrita” e nem “te amo”.

Nem as mais variadas desculpas pra não mandar áudios ou fotos.

Nem tem mais o medo de mandar mensagem e ser interpretada de forma errada, nem o medo de mandar preguntas e não ter respostas.

Não há mais nada em relação a ele, desde 01/09/16. 1 mês e 15 dias.

E ele aceitou tão bem. Foi tão fácil. Tão simples. Um “good luck” e ele sumiu. Foi bom porque a cada dia fico mais confiante de que tomei a decisão certa. Esta sendo uma merda porque eu queria que ele se importasse. Eu precisava disso. Mas não tive. Enfim.

Não há o que fazer.

Momentos

• Tenho um ciúme absurdo dos meus amigos. Absurdo mesmo. E de um amigo em especial mais ainda.

Porque ele é como um irmão pra mim. Eu fico bem quando ele tá bem e mal quando ele tá mal.

Quando eu o convenci a viajar nas férias, sozinho mesmo e os outros amigos o desestimularam eu quis matar todos eles com facas de serrinha pq meu amigo merecia viajar.

Quando a prima irmã dele foi morar na mesma cidade e era um tal de “minha irmã”pra la e pra la eu fiquei com ódio mortal pq né, antes só eu era irmã. Pois bem.

Ele acaba de ser marcado em um post de uma que se intitula irmã também.

Já posso ir lá matar a menina?

Passou

Eu acho que o nosso passou, sr. Mapm. Nosso tempo foi quando nos conhecemos, lembra?  Você tinha tempo, um emprego tranquilo, e eu tinha esperança.

Eu sempre tenho esperança nos primeiros dias.  Sempre. Mas o tempo vai passando e eu vou deixando as vozes se aproximarem, aquelas que me lembram que eu não valho mta coisa, e você sempre esteve incluso no “muita coisa”.

Apesar de ser um cara irritante, era e é o tipo de cara que eu gosto. Pq sua risada é linda e inconfundível. Quando você me ligou no meu aniversário, eu reconheci pela sua risada.  Eu estava tão surpresa de você ligar, que você ria da minha reação. E eu adoro sua risada. Assim como adoro seu pensamento rápido,  como nenhuma pergunta fica sem uma resposta rápida. E adoro como você está disposto a mudar, como você ouve minhas idéias como se importassem pra algo. Você sempre me fez sentir especial e de um jeito que nunca pareceu forçado. E você tem uma voz tão linda e me faz derreter quando fala espanhol. E eu treino meu español todo dia pra falar com você.

E nosso tempo era quando você teve férias, e eu iria te ver, iríamos passear, sair, conversar, mi coisas mais, mas o passaporte não ficou pronto, e você teve que ir pra sua casa, pra onde não posso ir.

E as chances agora são tão poucas, e meu medo é tão grande, e você é tão perfeito que eu não quero destruir isso, essa idéia que tenho de você,  de nós,  da nossa vida.

E nosso tempo passou, a vontade de te ver não passa, de ter nos braços, de te ver dormir, e de mil outras coisas que eu não tenho.

Eu não queria que isso aqui se transformasse num santuário pro Meza. Mas eu penso em você tanto, é nesses dias longe mais ainda, e eu nunca te mando essas coisas porque você vai me achar louca e eu me acho louca por pensar tanto, e eu preciso escrever ou qualquer outra coisa, pq se eu deixo tudo na minha cabeça eu fico louca, mais do que antes.

Enfim. Tudo isso pra dizer que nosso tempo passou.

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