Respira…

“São várias formas de se sentir um lixo”

Depois que li essa frase, ela nunca mais saiu da minha cabeça. Ela fica indo e voltando,  e Deus sabe o quanto eu me identifico com ela. 

Tem a minha aparência. Eu nunca fui a bonita, a que chama a atenção. Nunca. Eu não gosto do que vejo no espelho e isso é tão deprimente. Tem a faculdade. Cada dia eu me sinto mais burra ali dentro. Sério. Parece que todo mundo entende tudo o tempo todo, esponjas sugando tudo que o professor ensina.  Tem o lance do Meza. Claro, sempre ele. Convenhamos quer chamada de iludida não deixa boas marcas. Mas não ter conseguido “segurar” o Meza me dói. Demais. Não que ele seja um objeto a ser “segurado”, mas talvez se eu tivesse me esforçado mais, as coisas teriam fluído. Sinto que com ele eu perdi a última chance que eu tinha de ter uma casa, filhos, alguém pra mim. E me sinto um fracasso por ter perdido a oportunidade. Tem o emprego. Deus, como eu queria um emprego. Odeio essas cobranças, não poder tomar um sorvete sem pensar vinte vezes se dá ou não pra pagar, ou então passar semanas me sentindo culpada por ter gasto 2 reais com um esmalte. 

Eu me sinto um lixo quando olho pra mim e vejo no que me tornei, ou melhor, não me tornei. Não me tornei mãe nem esposa, nem uma profissional de sucesso. Não tenho um cabelo fodastico nem uma aparência estonteante. Eu me vejo como algo vagando por aí sem sentido nem rumo e eu só queria poder parar de vagar, sabe? Não acordar, não pensar, não chorar, não sofrer.

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O mesmo drama de sempre

Ontem conversando com o skull guy ele começou a falar que eu era bonita, inteligente, fácil de lidar e bla bla bla. Lembrei das conversas com o i-n, nas quais ele falava as mesmas coisas, e que não entendia porque eu não namorava.

Eles não percebem o quanto isso machuca, né? Porque se eles falassem do quanto você é chata e irritante e feia você saberia os motivos. 

Porque ninguém fica? Porque ninguém faz planos comigo? Porque eu sou sempre a sozinha? 

Eu gostava de pensar que era porque eu não me esforçava, eu deixava pra lá, isso fazia as pessoas desistirem. Aí o i-n disse que isso não fazia sentido, porque isso era normal, e que muitas faziam isso e mesmo assim elas elas estavam acompanhadas. HAHAHAH Obrigada por me fazer sentir um lixo, sim? 

Enfim. Só mais um desabafo chato.  

O peso da idade

Percebi o quanto estou velha ao escrever um post e usar como título a expressão “Racha a Cara”. Ninguém mais usa isso. Foi moda uns 10 anos atrás, eu acho. 

Meu Deus.  

Racha a cara 

Morrendo de vergonha do Reduzido. Comentei com um amigo da faculdade que ele era fofo, legal, simpático e bla bla bla (pq é mesmo) e que queria saber se ele era solteiro. OK. Meu amigo nada discreto no outro dia foi perguntar pessoalmente o estado civil dele, pois ele tinha uma amiga muito a fim mesmo (!!!!!) e mostrou milhas fotos pro cara. HAHAHAHA desespero.

O problema é que eu não sei lidar com isso e acabei vendo o cara nas minhas aulas e nem consegui olhar pra cara dele  (sempre rolou um oi).

Agora ele me acha louca.

Parabéns, Mariana, você está de parabéns.

Meza

Já faz um tempo desde a última vez, mas eu não canso de olhar nossas fotos e lembrar de tudo e criar coisas novas pra gente, pra nossa casa e nossa vida.

É tão estranho isso, sonhar por dois, sonhar com algo que não vai acontecer, saber que você está em outra vibe, que algo que foi bom pra mim pra ti não foi tudo isso.

E eu tenho um medo tão grande de nunca sentir isso de novo, essa vontade de voce, essa vontade de ter um nós, se sentir em casa em um abraço e não ligar de ter alguém bagunçando meu cabelo e reclamando do meu jeito de repetir a mesma música o dia todo.

Não ter você pra andar abraçada e não ter você pra ajudar a escolher a roupa e não ter sua barriga pra apertar e dizer que é nossa filha, não ter como me assustar da quantidade da sua comida e não combinar de gastar a sua parte de agua.

Não ter você dói demais.  Saber que você não volta dói demais. Eu sinto falta de nossas brigas, você sempre voltava, e agora eu não tenho essa volta e tudo é vazio e eu não quero lidar com isso.

Eu quero te ligar e te pedir para voltar, que eu te entendo e que a gente pode superar isso, mas eu te disse isso tantas vezes, já escrevi, tantas e tantas vezes…
Não adiantou, não é mesmo? Assim como não adiantaria agora.

Picolé 

Passando pelo centro da minha cidade resolvo tomar um picolé. Beleza. Picolé comprado, fones no ouvido, um menino de uns 6 anos começa a gritar algo como: “Me dá! Me dá um pedaço!!!”

Quando me viro pra ter certeza do que ele está falando, a menina com ele, uns 5 anos: “dá nada não”

Quando ia falar que compraria os picolés pra eles, ele vira, cheio de ódio: “PRECISA DE NADA NÃO FILHA DA PAUTA ATÉ PARECE QUE NUNCA VIU UM PICOLÉ”

Perdeu um picolé por bobeira, Beijos.

Aaaaaaaaah

Estava tudo lindo e fofo e maravilhoso. Até o momento em que ele sumiu. Eu já deveria estar acostumada, pq né, todos somem em algum momento, mas eu ainda mantenho a fé.

Enfim.

Ele sumiu. E eu chorei. Quem me conhece sabe que meu “eu chorei” é tenso. Uma semana inteita. Dormia chorando, e acordava chorando. Pegava o ônibus chorando; passava o dia no trabalho pedindo pra ir ao banheiro pra chorar. Fim do expediente? Otimo; posso chorar no ônibus em paz. Ia dormir chorando e tudo se repetia.

Agora que eu estou “bem”, ele volta. Qual a porra do problema desses caras?

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