Arrrgh

Por que me fizeste tão inquieta, Deus?

Custava eu ser dessas que se contenta com as palavras não ditas, que aceita que as coisas são como são, que certas coisas não mudam e que às vezes o único caminho é seguir e seguir, sem olhar pra trás e sem se preocupar?

Custava ter me feito com uma mente mais calma, sem sobressaltos, sem cantos escuros, sem essa vontade de descobrir o mundo e de desvendar as mentes alheias?

Custava eu não ser tão elétrica, tão confusa, tão carente de respostas que às vezes nem os outros podem me dar?

Custava?

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Eu sou um alguém que chora

É muito feio chorar se alguém diz que você é forte? 

Hoje um colega de faculdade me disse isso. Em um tom de elogio. Mas isso acaba comigo. Não é a primeira vez que me clasificam assim. E eu odeio quando o fazem.

Porque se por fora eu aparento estar forte e ok, na real por dentro eu sou só cansaço e covardia. Covardia por não ter coragem de acabar com isso logo, ficar acordando e vivendo e seguindo como se eu não tivesse opção, só por ser covarde e não seguir o outro caminho. 

Eu odeio aparentar ser forte.

Ciumenta, larga de ser tão ciumenta 

Hahahaha

O Lapeiro postou fotinha no Insta, primeiro comentário, de uma mina: bla bla bla (nem li essa parte), “te amo”.
Virada no giraya, bolada, (pq mesmo?) fui fuçar a vida da menina pra descobrir quando tudo começou e quando seria o casamento, com sorte até descobriria o nome das crianças.

Pois bem, é irmã dele. 

Mariana respira sem ajuda de aparelhos. 

Segue o baile

Se tem algo que eu preciso aprender nessa vida, é isso. Seguir o baile.

As coisas já passaram, já não tem jeito, já foi, tá feito, e eu continuo sofrendo e me descabelando e sofrendo e imitando a Alcione no por queeeeeeeeeeee

Porque sim, uai. Ou porque não. Porque o outro não quis, porque não teve química, porque a ex voltou, porque… Mil e um motivos, que dizem respeito ao outro, não a mim. Ou melhor, seria bom que fosse compartilhado, mas não vivemos no fantástico mundo de Bob.

Essa necessidade de controle e necessidade de saber só faz mal a una pessoa, e essa pessoa sou eu. 

Desapega gatinha. Segue o baile. 

Carta ao aniversariante – Meza 

Seu aniversário é dia 01 de fevereiro, e hoje é 31 de janeiro. Pra mim ainda não é seu dia, mas onde você está já é. Então, eu já estou em cócegas hahaha

Pensei muito se te mandaria mensagem hoje ou amanhã, e me decidi por não mandar, apesar de querer muito. 

Apesar de tudo, ainda te quero demais, e ficar mexendo em feridas que não foram cicatrizadas não me fará bem algum. 

Mas é horrível perceber que a pessoa que eu mais amei me fez tão mal e que é melhor pra mim ficar distante. Odeio esse sentimento, esse querer sem poder.

Você foi e ainda é muito importante pra mim e eu ainda quero tudo de bom pra tua vida, e eu ainda penso muito na gente e você foi fundamental pra mim. Mas é isso. 

Ainda não te agradeci pelos dias bons e pela tua paciência neles, nem por tudo que me ensinaste naqueles anos. Não tive chances. Fica aqui o recado. 

Obrigada. 

A volta dos que não foram

Ou: a incrível capacidade do sr. Tall de ir voltar como se nada tivesse acontecido

Eu sempre me envolvendo com caras loucos, impressionante. O sr. Tall apareceu, estamos conversando, e pra mim de boas. Mas ainda me incomoda não saber exatamente o que ele pensa ou pensou. Enfim. 

Eu e minha mania de querer explicação pro que não tem explicação. 

Passou, passou, aconteceu, já era. 

Só preciso me acostumar com isso. 

O que não pode ser cortado

 

Obrigada Ariel pela melhor descrição de alguém. É um pouco mórbida, mas é a mais pura verdade. Então, ele não pode ser cortado, e isso é bem real, porque ele é hemofílico. Descobri isso no primeiro encontro (HAHAHAH como se tivessem sido muitos), quando vi umas feridinhas na mão e perguntei o que era. Meio a contragosto ele explicou. Enfim. O post não é sobre o estado de saúde dele, é só que eu não coloco os nomes dos caras e acho que essa é a melhor forma de descrevê-lo.

O causo é que não deu certo. Adoro o cara, muito fofo o cara, alto o cara, lindo o cara, mas não bate. Horas e horas sem resposta, às vezes até dias, e pra mim isso não rola. Se isso não demonstra total desinteresse em você não sei o que é.

Mas ele era tão fofo às vezes, como quando passou uma tarde me confortando quando eu tive um problema, ou quando me mandou uma foto de palhaço (eu meio que coleciono). Ou quando me mandou uma foto de uma sorveteria maneirona (eu amo sorvetes). Sei lá. Acho que escrever sobre ele vai me ajudar a esquecer.

Eu gostava do modo como ele me pedia opinião sobre as coisas, e de como ele me respondia as coisas mais malucas, e de como ele me mandou os áudios solicitados (vocês sabem, se apresente, fale em inglês, explica alguma coisa). E de como na Bienal ele ouviu minhas sugestões de livros e minhas explicações sobre a Guerra do Paraguai, e como sempre ouvia minhas explicações sobre os mais variados assuntos mesmo que ele nem imaginasse que existiam. E do abraço que me deu quando a gente se despediu. Acho que eu nunca quis tanto morar num abraço como eu quis naquela hora, e como eu quis desistir de ir embora, só pra ir embora depois de verdade e ter aquele abraço de novo.

Mas eu odeio os sumiços, já me basta o Meza. E eu odeio a calma dele, e a tranquilidade, e eu odeio como eu me sinto louca perto dele, cantando e dançando e ele na dele. E eu odiei que ele passou uma boa parte do tempo no celular na Bienal, e eu odiei quando ele disse que uma amiga iria, e odiei também como as coisas terminaram, porque eu queria um ponto final de verdade, e parece que nem a isso eu tenho direito.

aaaaaaah eu odeio a Venus Retrógrada que me fez mandar um “oi” (que fique bem claro que ela nem colocou uma arma na minha cabeça nem nada, mas ela influenciou sim). E odiei que ele falou comigo de boas e me ouviu e me pediu opiniões e me contou da vida dele e falou que queria “manter contato”. E eu odeio essa mania de mentir dos caras porque né, você tinha meu número, um “oi” seria manter contato. Não precisa mentir.

E eu odeio o fato de ele ser psicano, e de eu ser trouxa, porque eu já deveria saber que pscianos tem de fofo o que tem de lerdos e que sempre me fazem de besta.

E esse post acabou sendo um grande desabafo sobre tudo que me incomoda no que não pode ser cortado, pra quem sabe eu esquecer desta história.

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