Para os que ainda escrevem cartas

Comecei a ler “Para todos os garotos que já amei”, e resumindo bem basicamente: a heroína escreve cartas para todos os meninos que já amou (jura?) e misteriosamente essas cartas são enviadas. A história desenrola a partir daí, de como os garotos reagiram e como isso afetou a relação (ou não-relação dela com eles). 

Fiquei pensando o que aconteceria se os meninos encontrassem esse blog. O sr. Tall sabe, mas como ele não lê português e curiosidade não seja seu forte, duvido que tenha lido. Lorenzo que não é Lorenzo não sabe, tenho certeza. Nem o que não pode ser cortado. Meza é uma incógnita. Ele sabe que eu escrevo na Internet sobre ele, e já pediu o endereço do blog. Não dei. Se ele quisesse, sei que acharia, mas o conheço, o trabalho de procurar não deve ter atraído. 

Quase me esqueço do Chaviere… Era leitor assíduo, mas nunca escrevi sobre ele enquanto ele acompanhava. 

Enfim. 

Só uma pequena recordação das coisas que venho escrevendo.

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Pena que você não me quis (8

Acho que a pior parte dos caras que somem é a confusão que eles deixam no lugar. Descobrir que o cara sumiu porque acabou assumindo outra deixa a cabeça da gente tão confusa que às vezes a vontade é arrancá-la e jogar da ponte.

Esses dias descobri que o maravilhoso do Sr. Tall estava comigo e com outra, ou o contrario. E no fim das contas ela levou. Se fosse uns anos atrás eu estaria procurando o problema em mim, por não conseguir “manter” o cara. Mas grazadeus que esse cara não me quis. Doeu e ainda dói, porque dele eu não esperava isso, mas imagine passar a vida com um cara desses.

Agora que eu entendi, o vazio que ele deixou primeiro foi preenchido por uma raiva tão grande, que em certos momentos eu achei que fosse explodir. Até que a raiva foi aplacando e virou uma tristeza grande e melosa, que se grudou em mim e quis me fazer ter aqueles pensamentos me culpando e tal. Foi complicado. Pra todos os lados eu só via uma pessoa que nem pra segurar o cara serviu, e me vi me comparado com a menina, e tentando descobrir o que eu deveria ter feito. Como se isso mudasse algo. Rs.

Enfim. Conseguir expulsar essa sombra pesada e horrorosa foi difícil, mas eu consegui. Foi aos poucos dissipando, assim como minha dor, e agora o espaço é preenchido por algumas lembranças boas, de alguns momentos que tivemos, embora eu nunca vá saber o que foi verdadeiro ou não.

Preencho o vazio com outras coisas. Flores, filmes, minhas amigas. Mas preencho.

A volta dos que não foram

Ou: a incrível capacidade do sr. Tall de ir voltar como se nada tivesse acontecido

Eu sempre me envolvendo com caras loucos, impressionante. O sr. Tall apareceu, estamos conversando, e pra mim de boas. Mas ainda me incomoda não saber exatamente o que ele pensa ou pensou. Enfim. 

Eu e minha mania de querer explicação pro que não tem explicação. 

Passou, passou, aconteceu, já era. 

Só preciso me acostumar com isso. 

Só me faz lembrar de nós dois (8)

Ouvindo umas músicas românticas eu me pego pensando em cada romance ou cada cara que eu olhei e pensei: nossa! Agora vai!!!

E acabei encontrando uns desenhos que eu fiz no celular que ilustravam as cenas que eu e Sr. Tall criávamos pra gente, o que faríamos depois do trabalho, aos finais de semana, nos feriados, nos dias de apresentação das crianças.  

Acho que por isso eu ainda não entendi exatamente o que aconteceu. 

Em todo o tempo ele parecia tão certo e tão meu, e tão completo em tudo que eu sempre quis, que quando acabou eu fiquei sem chão. 

E ainda tem aquele vazio não preenchido, porque o motivo do fim eu nunca soube, e duvido que um dia saberei. 

Os desenhos eu vou colar no meu diário. Ficar encontrando com eles pelas minhas coisas não me faz bem. Jogar parte da minha história no lixo não está nas opções. Já pensei muito em mandar pra ele, mas não faria sentido. Não significam pra ele o que significou pra mim. 
Esse aqui eu fiz quando comentávamos o quanto seria legal poder descansarmos juntos. E teria sido. Acho que teríamos sido fantásticos juntos. Mas de que adianta, se ele não pensou assim?

Oi sumida

Impressionante a capacidade que o sr. Tall tem de acabar com meu dia. Ele mandou um email pra “saber se eu estou bem” porque ele “se preocupa comigo”. Engraçado que no mês que ele mentiu pra mim ele não se preocupou tanto assim. Risos. 

Ele me faz lembrar que as pessoas não ficam, que eu sou descartavel, que eu não sirvo pra pensar uma vida junto, casa, jardim e família.

E eu odeio ser lembrada disso. Eu odeio ter essa consciência. Eu odeio não ser o boa o bastante. Eu odeio como ele sempre me faz pensar assim. Eu odeio os emails dele, eu odeio ter que mandar ele não me mandar mensagens porque em algum momento eu sei que ele vai mandar.

Odeio que ele consiga me fazer ficar  tão triste e arrasada e chorando mesmo depois de tanto tempo.

Lápis de cor

Hoje eu resolvi desenhar um pouco. E eu vi o quanto eu deixo as pequenas coisas me afetarem. Eu sempre amei desenhar e pintar. Mas depois do sr. Tall, dos desenhos que eu fazia da gente, depois de tudo terminar, eu parei. Pegar as folhas, os estojos, abrir o Rascunho do celular, tudo fazia lembrar.

E eu fui deixando passar, esquecendo uma parte de mim. E eu não posso deixar isso acontecer de novo. Não importa o que aconteca, eu preciso manter minha paz. E desenhar me ajuda nisso. 

Alguém que cante

Estava ouvindo música (e cantando) e acabei caindo em umas dessas bem melosas.

Aí me lembrei do sr. Tall, e do Hum*. De como ambos gostavam / gostam de cantar e de como eu gostava disso. Todo dia tinha áudio do sr. Tall cantando, duetos incríveis no Skype e em ligações.

Das vezes que saí com o Hum sempre cantávamos no meio da rua, no metrô, nos parques. E eu podia cantar e ele acompanhava. E eu lembro da gente na grama, ele com a cabeça no meu colo, e a gente cantando.

Se eu posso pedir algo para o próximo, caso ele apareça, que ele goste de cantar.

*Hum é o Lorenzo que não é Lorenzo

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