Como é que a gente supera?

Eu tenho pensado demais na gente, e acho que é porque o “a gente” já não existe faz tempo, e porque eu percebi, finalmente, que não existirá mais. Mas mesmo assim tudo me faz lembrar dos momentos legais, que foram ótimos,  mas sempre se perdiam no meio das sus crises e sumiços. Eu sempre relevei tanta coisa, que agora me parece errado não te procurar e relevar, relevar, apesar de saber de toda dor que dá. 
Eu vejo as fotos dos lugares que eu sempre sonhei ir e acabei indo com você, eu ouço as músicas que eu dedicava à nós dois, os desenhos que eu fiz, e eu me sinto perdida. 

Ainda é difícil acreditar que se eu quiser estar com alguém não será você, me parece errado, sabe? Como se eu tivesse traindo a gente. Me dá uma agonia pensar em conhecer uma família que não é a tua, que meu Deus, parece que o mundo vai acabar. E de certa forma acabou né? O nosso.

Fica cada dia mais certo que isso não tem futuro e que eu perdi nossa última chance. Eu desisti dela. E por mais que eu pense que eu coloquei tudo pra perder, só eu sei o quanto eu precisava desse fim, e por mais que eu sinta tua falta (e como eu sinto), eu jamais teria feito diferente. Não era pra ser, não naquela hora, não naquela versão de nós dois.

Para o Meza, o dono dos meus pensamentos.

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Para os que ainda escrevem cartas

Comecei a ler “Para todos os garotos que já amei”, e resumindo bem basicamente: a heroína escreve cartas para todos os meninos que já amou (jura?) e misteriosamente essas cartas são enviadas. A história desenrola a partir daí, de como os garotos reagiram e como isso afetou a relação (ou não-relação dela com eles). 

Fiquei pensando o que aconteceria se os meninos encontrassem esse blog. O sr. Tall sabe, mas como ele não lê português e curiosidade não seja seu forte, duvido que tenha lido. Lorenzo que não é Lorenzo não sabe, tenho certeza. Nem o que não pode ser cortado. Meza é uma incógnita. Ele sabe que eu escrevo na Internet sobre ele, e já pediu o endereço do blog. Não dei. Se ele quisesse, sei que acharia, mas o conheço, o trabalho de procurar não deve ter atraído. 

Quase me esqueço do Chaviere… Era leitor assíduo, mas nunca escrevi sobre ele enquanto ele acompanhava. 

Enfim. 

Só uma pequena recordação das coisas que venho escrevendo.

Meza

Quando você me perguntou se eu tinha saudade, eu não respondi. E quando você me disse, “ok, você não tem saudade.”   

E eu não falei nada, deixei passar.  Porque não fazia sentido dizer o quanto eu sinto ou o quanto eu queria ainda estar contigo, porque já entendi que isso não vai acontecer e tudo bem. As coisas não são como a gente quer. 

Mas certas coisas me lembram você, e eu penso na gente.

Perguntas eternas

Estava à toa no Facebook, e me veio um post sobre você. E me lembrei do dia em que eu percebi que te amava. E do choque que eu senti. Nossa relação, tão estranha até ali, a gente sempre brigando e nunca concordando com nada. 

E a total falta de simetria entre você e seus conflitos e meus sonhos. 

Enfim. Percebi que te amava e lembro que só pensei: “Meu Deus”. E ainda relutei por umas semanas contra o óbvio. 

Queria tanto poder ler sua mente e perceber seu lado da história. Se foi um choque pra você, como para mim. Quando foi. Como foi.

Já se passou um ano e talvez mais, mas eu não tiro isso da cabeça e nem você do coração. 

Zapata

Agora o metro Zapata tem uma pintura dele. Lembra que eu te fiz descer ali? Hahaha quase chorei pra te convencer. Rodamos a estação, pra você me dizer: “eu avisei que não tinha nada”. 

Obrigada por ter descido. E por ter avisado. E por todas as outras coisas.

Carta ao aniversariante – Meza 

Seu aniversário é dia 01 de fevereiro, e hoje é 31 de janeiro. Pra mim ainda não é seu dia, mas onde você está já é. Então, eu já estou em cócegas hahaha

Pensei muito se te mandaria mensagem hoje ou amanhã, e me decidi por não mandar, apesar de querer muito. 

Apesar de tudo, ainda te quero demais, e ficar mexendo em feridas que não foram cicatrizadas não me fará bem algum. 

Mas é horrível perceber que a pessoa que eu mais amei me fez tão mal e que é melhor pra mim ficar distante. Odeio esse sentimento, esse querer sem poder.

Você foi e ainda é muito importante pra mim e eu ainda quero tudo de bom pra tua vida, e eu ainda penso muito na gente e você foi fundamental pra mim. Mas é isso. 

Ainda não te agradeci pelos dias bons e pela tua paciência neles, nem por tudo que me ensinaste naqueles anos. Não tive chances. Fica aqui o recado. 

Obrigada. 

Sonhei com você e acordei sorrindo

Sonhei com o Meza. Era engraçado. Depois de todo esse tempo sem contato, ele mandava uma mensagem dizendo que tinha conseguido uma vaga de professor. E me ligava via Skype pra me dar uma aula. Lembro que ele tinha feito um power point, cheio de efeitos, e ele andava de um lado ao outro da sala explicando as teorias. E eu bolada, sem entender nada, no melhor estilo: qual seu problema, cara? Você termina comigo, some e agora isso. O sonho acabava quando ele terminava a aula e desligava a ligação, e eu sem saber direito o que tinha acontecido.

Acordei sorrindo. E lembrando das coisas legais. Do meu aniversário e dos tacos. 

Coisas que não voltam. 

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