Alguém que cante

Estava ouvindo música (e cantando) e acabei caindo em umas dessas bem melosas. 

Aí me lembrei do sr. Tall, e do Hum*. De como ambos gostavam / gostam de cantar e de como eu gostava disso. Todo dia tinha áudio do sr. Tall cantando, duetos incríveis no Skype e em ligações. 

Das vezes que saí com o Hum sempre cantávamos no meio da rua, no metrô, nos parques. E eu podia cantar e ele acompanhava. E eu lembro da gente na grama, ele com a cabeça no meu colo, e a gente cantando.

Se eu posso pedir algo para o próximo, caso ele apareça, que ele goste de cantar.

*Hum é o Lorenzo que não é Lorenzo 

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Quer dizer que superei?

Sabe, quando as coisas tomaram aquele rumo incerto, e tudo o que eu sabia era me perguntar o que eu tinha feito de errado, eu comecei a apagar tudo o que eu tinha de você. Tanto as coisas físicas, meus desenhos da gente, as cartas, quanto as lembranças, me forcei a esquecer sua voz, nossas conversas, seu rosto e as coisas que me lembravam de você.

As nossas músicas tambem. E esta foi a pior parte. Você é louco por música, cantor, passamos tarde conversando via trechos de músicas, cantando, indicando músicas um ao outro.

Hoje eu me peguei cantando esta música. A música que euu odiei de primeira, mas bastou pra você me mandar em um aúdio pra eu não parar de ouvir. E eu precisei parar, me forcei a parar.

E hoje eu percebi que uma parte de você se foi, e, embora eu não quisesse que tivesse sido assim, é assim que é. E eu acho que agora estou aceitando isso.

Fdb

Cartas que eu não mando

Eu ainda não superei minha mania de cartas. Tenho várias espalhadas pelos diários que coleciono. Fora as que tenho aqui, as em folhas soltas, as em documentos do Word nunca enviados.

Geralmente eu as escrevo quando estou triste, chateada, ou coisa assim. As coisas que escrevo são aquelas que não tenho coragem de falar, aquelas que eu acho que as pessoas deveriam saber, mas eu tenho medo de mostrar. Medo de ser tida como boba, medo de incomodar, medo de parecer besta, medo.

Esse medo sempre me assolou, sempre.

Enfim.

Dessa vez eu escrevi umas cartas pro mapm, e provavelmente eu as enviarei, até porque eu acho que ele vai ~terminar~ comigo mesmo. Escrevi duas, e mandarei junto. Uma escrevi no calor do momento, estressadíssima, tudo dando errado, ele daquele jeito dele meio louco, eu meio carente, tem dias que não bate. A outra eu já estava com a cabeça no lugar e sabia que a primeira deve ter ficado meio “QQQQ???” porque eu me perco fácil.

Enfim. Espero que ele entenda. se ele ainda não tiver terminado comigo quando as cartas chegarem, ele vai lê-las e achar que eu sou completamente pirada. Ou ele aceita ou foge.

Vai ser bom que ele saiba onde está se metendo. (Se bem que eu desconfio que ele tem uma certa ideia)

Bem, deixo esta música  aqui também. Me apaixonei assim que ouvi, é minha cara.

cartas.meza

As cartinhas. A amarela é a louca, a azul a contida.

No me lo puedo explicar

Que aún si ya no valgo nada por lo menos yo
Te permito caminar
Y si quieres te regalo sol y mar
Excusa, sabes, no quisiera molestar
Pero como esto puede acabar
No me lo puedo explicar
Yo no lo puedo explicar (8′

https://youtu.be/qM9C0ji7dXA

~ Não sei bem o que acontece comigo ao ouvir esta música. Acho linda. E amo esta letra.
Acho que reflete bem o fim. O não entender. A falta. As dúvidas. Talvez o desejo da volta. De tentar de novo.

Alcione me entende

Você percebe que não está sendo fácil quando uma música da Alcione diz tudo que você está sentindo, sem mudar nada. A letra é tudo que você está passando. Poderia ter sido você a escrever. Difícil. Momentos difíceis.

“Minha estranha loucura é tentar te entender e não ser entendida! É ficar com você procurando fazer parte da tua vida! Minha estranha loucura é tentar desculpar o que não tem desculpa! É fazer dos teus erros um motivo qualquer a razão da minha culpa.”

;))))