Falta alguma coisa 

Todo fim de ano é mesmo assim (8′

Eu me sinto inadequada, um peixe fora d’água. Odeio Ano Novo e a obrigação de comemorar algo que a gente nem sabe se vai ser bom. Não tem sentido todo esse drama pra virada do Ano, e eu adoraria poder passar sozinha, dormindo. 

Enfim. Família reunida, eu no quarto, querendo que passe. 

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O Contador me lembra o Curt 

Ou seria o contrário? 
Lendo o livro Americanah, me deparo com esse personagem. O Curt. Que é feito de esperança. Ele não sabe como nem porquê, mas espera, tem fé que vai ficar tudo bem, uma alegria infantil, como se nunca tivesse sentido o peso do mundo nos ombros, sabe? E eu não consegui não o enxergar como o Contador. Ele é exatamente assim. Vive em outro mundo. Um mundo bom, onde tudo pode dar certo.
Ao mesmo tempo que eu adoro isso nele, me desespera. 

Eu não tenho esperanças, nem acho que exista salvação. Então, por um lado é bonito ver alguém assim, tão encantado, com olhos tão brilhantes, tão feliz com um futuro feliz. E às vezes me assusta e deprime, porque eu queria fazer parte disso, desse frescor, mas tudo que eu consigo pensar é em como essas alegrias nunca acontecerão.

O mundo se despedaça [Livros]

O primeiro livro africano que li
Tenho um carinho especial por ele. Um dos melhores livros da minha vida. Se você, como eu, não tem o hábito de ler literatura africana, vai sofrer um pouco no começo – o livro não é atual, então são descritos costumes que não fazem parte da nossa sociedade, aí a cabeça demora um pouco a captar – mas nada que impeça a leitura.

O livro narra o encontro entre o europeu e o africano, pelo ponto de vista de um valoroso guerreiro Igbo.
Mostra as diferenças do pensamento, e, como eu li em algum lugar (não exatamente com essas palavras), como “os europeus souberam se aproveitar das fragilidades da cultura igbo.” No caso, em toda sociedade temos os excluídos, os que sofriam algum tipo de injustiça, e era neles que os invasores investiam, os convertiam, e criavam fraturas na sociedade.
Recomendo por dois motivos:

1) O livro é incrível! A história é maravilhosa, você não consegue parar de ler.

2) É interessante ler algo que parte de um ponto de vista totalmente diferente do seu. Os costumes, o “normal”, o certo e o errado. Ler a história vista por outro ângulo te abre mil e uma formas de pensar as coisas.

O livro não é romance, e em alguns pontos me batia um desespero, uma tristeza.

Vale muito!

Autor: Chiuna Achebe

Rumos

Já perdi as contas das vezes em que orei dizendo estar cansada e implorando pra isso chegar ao fim. Não sei mais. Talvez eu comece a contar. 

Essa sucessão de dias e noites vazios e sem sentido me irrita e cansa e deprime. Parece que estou batendo ponto, sabe? Acordar, comer, dormir. E eu não sei como sair desse looping ridículo porque não há dinheiro pra festas ou sorvetes. Não há um chefe chato mandando mensagens nem há a espera pelo salário, nem os contar moedas pra realizar um sonho porque não há moedas chegando e sonhar faz parte do passado. Sonhar com o quê? Com o emprego novo quando não se tem o velho? Com o casamento quando não se tem o noivo? Com a família que nunca aconteceu? Com a viagem que não tem previsão de sair da cabeça? A viagem que  na verdade já é apenas uma vaga lembrança, de tempos em que sonhar era possível.  

Me sinto um resto de mim mesma, uma sobra do que já fui, não faço questão de nada. 

A gente dorme esperando não acordar e acorda rezando pra não ter de dormir de novo, mas isso continua dia após dia e eu acho que vou ficar louca.

Limites 

Aí você chega em um ponto que não dá mais, que você não aguenta mais, E a vida te prova que tudo pode piorar mais um pouquinho, que o buraco pode ficar mais fundo, que você aguenta mais uns tapas. 

Não aguento mais ser saco de pancada nem esse 7×1 cotidiano que a vida tá virando.

Tem tantas coisas que a gente não diz (8

E se pergunta se anda feliz, 

Com o rumo que a vida tomou 

No trabalho e no amor 

Eu amo essa música, esse trecho, essa letra. Enfim. Me faz pensar bastante. Principalmente esses dias, quando os mesmos comportamentos se repetem. Enfim. Acho que eu envio vibrações erradas ou colei ciclete na cruz, porque não é possível eu ser um ima tão forte pra pessoas loucas feat nem aí pro que eu penso. Como dia Ariel, eu atraio gente que não gosta de mim e eu não aguento mais esse ciclo.  

Pequenos atos grandes sofrimentos 

Impressionante como pequenos atos de rejeição tem o poder de acabar com meu dia.

Ontem foram 2. No geral foram coisasolicitados bem insignificantes, em um ou dois dias eu esqueço,  mas sei lá, me deixaram na ~bad~

Dois caras do Tinder descombinaram e eu fiquei arrasada. A questão é: eu já queria descombinar mas estava sem coragem.

O fato de ter partido deles me deixou naquele looping de ninguém me ama, ninguém que quer, bla bla bla.

Queria ter uma cabeça normal que lida com esses pequenos percalços de maneira normal.

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