O amante japonês [Livro]

Comparando bem toscamente, esse livro parece com Um dia, do David Nichols. Conta a história de um amor que vai passando o tempo, atravesando gerações.

Um pouco mais pesado, já que o romance principal é proibido por n razões, classe social,  guerra, raça…

E esse livro é tão leve, apesar dos temas abordados. 

Você não consegue parar de ler. 

Ir entendendo os fatos, as motivações, os desastres que vão moldando as vidas dos personagens, as nossas…. 

Vale a pena. Um livro curto, mas que te faz pensar bastante. Sobre nossas escolhas e sobre nossas obrigações nessa vida.

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Rumos

Já perdi as contas das vezes em que orei dizendo estar cansada e implorando pra isso chegar ao fim. Não sei mais. Talvez eu comece a contar. 

Essa sucessão de dias e noites vazios e sem sentido me irrita e cansa e deprime. Parece que estou batendo ponto, sabe? Acordar, comer, dormir. E eu não sei como sair desse looping ridículo porque não há dinheiro pra festas ou sorvetes. Não há um chefe chato mandando mensagens nem há a espera pelo salário, nem os contar moedas pra realizar um sonho porque não há moedas chegando e sonhar faz parte do passado. Sonhar com o quê? Com o emprego novo quando não se tem o velho? Com o casamento quando não se tem o noivo? Com a família que nunca aconteceu? Com a viagem que não tem previsão de sair da cabeça? A viagem que  na verdade já é apenas uma vaga lembrança, de tempos em que sonhar era possível.  

Me sinto um resto de mim mesma, uma sobra do que já fui, não faço questão de nada. 

A gente dorme esperando não acordar e acorda rezando pra não ter de dormir de novo, mas isso continua dia após dia e eu acho que vou ficar louca.

Limites 

Aí você chega em um ponto que não dá mais, que você não aguenta mais, E a vida te prova que tudo pode piorar mais um pouquinho, que o buraco pode ficar mais fundo, que você aguenta mais uns tapas. 

Não aguento mais ser saco de pancada nem esse 7×1 cotidiano que a vida tá virando.

Eu sou um alguém que chora

É muito feio chorar se alguém diz que você é forte? 

Hoje um colega de faculdade me disse isso. Em um tom de elogio. Mas isso acaba comigo. Não é a primeira vez que me clasificam assim. E eu odeio quando o fazem.

Porque se por fora eu aparento estar forte e ok, na real por dentro eu sou só cansaço e covardia. Covardia por não ter coragem de acabar com isso logo, ficar acordando e vivendo e seguindo como se eu não tivesse opção, só por ser covarde e não seguir o outro caminho. 

Eu odeio aparentar ser forte.

Perguntas eternas

Estava à toa no Facebook, e me veio um post sobre você. E me lembrei do dia em que eu percebi que te amava. E do choque que eu senti. Nossa relação, tão estranha até ali, a gente sempre brigando e nunca concordando com nada. 

E a total falta de simetria entre você e seus conflitos e meus sonhos. 

Enfim. Percebi que te amava e lembro que só pensei: “Meu Deus”. E ainda relutei por umas semanas contra o óbvio. 

Queria tanto poder ler sua mente e perceber seu lado da história. Se foi um choque pra você, como para mim. Quando foi. Como foi.

Já se passou um ano e talvez mais, mas eu não tiro isso da cabeça e nem você do coração. 

Quebrando promessas II

Ainda sobre o militar frustrado.

Relendo o último post me veio um incômodo que normalmente não tenho. Fiquei com a sensação de que eu passei a idéia de que eu sentia falta dele, das conversas com ele e etc. Mas não é bem esse o caso.

Veja bem, era legal, tal. Mas não faz tanta falta assim. Tanto que não morri.

O apelido dele aqui é militar frustrado porque foi assim que ele se descreveu uma vez. O sonho dele era ser militar e seguir carreira na Marinha, mas havia uma miopia no meio do caminho. 

Sonhos destruídos, por assim dizer. 

Por isso ao ler o livro eu não parei de pensar nele. Porque havia o sonho da carreira militar. Mas no caso, realizado. E em sua última instância, a guerra. E o possível morrer em nome da pátria. Gostaria de saber as impressões dele sobre isso. 

Sobre a mente do Soldado Desconhecido. Se é isso que se passa na cabeça dele. Se ele de fato nunca pensou na guerra, afinal nós vivemos em um país “de paz”. Como ele lidaria com essas questões. 

Enfim. Algo pra se discutir. 
Quem sabe um dia.

Quebrando promessas 

Eu tinha me prometido não escrever sobre você, e te tirar da minha mente, militar frustrado. Mas as coisas não são tão fáceis, certo? 

Comecei a ler um livro que eu havia deixado pra escanteio por anos. Erro meu, o livro é ótimo. “A jogadora de go”. Simples, rápido, poético. Triste.

Ele se divide em dois personagens principais, a jogadora de go e o jogador desconhecido. Esse jogador é um militar.  Soldado ou tenente, não lembro ao certo. E durante suas passagens, ele fala sobre honra, amor, vida de um soldado, e como ele enxerga o mundo a partir desea ótica. A ótica da honra e deveres militares.

Queria sua opinião sobre o livro, sobre o jogador desconhecido, sobre a guerra, sobre a paz, sobre o mundo.

Enfim. Quem sabe um dia.

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