Só me faz lembrar de nós dois (8)

Ouvindo umas músicas românticas eu me pego pensando em cada romance ou cada cara que eu olhei e pensei: nossa! Agora vai!!!

E acabei encontrando uns desenhos que eu fiz no celular que ilustravam as cenas que eu e Sr. Tall criávamos pra gente, o que faríamos depois do trabalho, aos finais de semana, nos feriados, nos dias de apresentação das crianças.  

Acho que por isso eu ainda não entendi exatamente o que aconteceu. 

Em todo o tempo ele parecia tão certo e tão meu, e tão completo em tudo que eu sempre quis, que quando acabou eu fiquei sem chão. 

E ainda tem aquele vazio não preenchido, porque o motivo do fim eu nunca soube, e duvido que um dia saberei. 

Os desenhos eu vou colar no meu diário. Ficar encontrando com eles pelas minhas coisas não me faz bem. Jogar parte da minha história no lixo não está nas opções. Já pensei muito em mandar pra ele, mas não faria sentido. Não significam pra ele o que significou pra mim. 
Esse aqui eu fiz quando comentávamos o quanto seria legal poder descansarmos juntos. E teria sido. Acho que teríamos sido fantásticos juntos. Mas de que adianta, se ele não pensou assim?

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Baixa o Tinder

Não entendo a necessidade que os caras tem de atazanar gente que fez parte do passado deles. Sério.

Já tentamos, não deu certo, beleza, segue o baile.

O que não pode é toda vez que você se sentir carente vir com um “Oi sumida”, “sdd”. Porque sabemos que não é bem assim.

Baixa o Tinder. Vai conhecer gente nova e me deixa.
(Esse post foi feito especialmente para o senhor Fdb, ou Sr. Tall, que nao satisfeito em ser o mais embuste dos embustes, resolveu fingir que nada aconteceu e me mandou menagens com o teor do clássico “Oi sumida”. Minha educação de princesa não permitiu, mas fica aqui meus mais sinceros vai tomar no c*.
Beijas.

Sr. Tall

Tão estranho esse silêncio entre nós, e mais estranho é perceber a dificuldade de preencher esse espaço. Era tão fácil, tão simples, as palavras não faltavam, faltavam eram horas pra passar juntos.

Agora nós tentamos, nos esforçamos, não deixamos a conversa morrer, mas a que custo… 

Tão difícil ser estranha de quem já foi tão íntimo, tão par, tão meu.

Quer dizer que superei?

Sabe, quando as coisas tomaram aquele rumo incerto, e tudo o que eu sabia era me perguntar o que eu tinha feito de errado, eu comecei a apagar tudo o que eu tinha de você. Tanto as coisas físicas, meus desenhos da gente, as cartas, quanto as lembranças, me forcei a esquecer sua voz, nossas conversas, seu rosto e as coisas que me lembravam de você.

As nossas músicas tambem. E esta foi a pior parte. Você é louco por música, cantor, passamos tarde conversando via trechos de músicas, cantando, indicando músicas um ao outro.

Hoje eu me peguei cantando esta música. A música que euu odiei de primeira, mas bastou pra você me mandar em um aúdio pra eu não parar de ouvir. E eu precisei parar, me forcei a parar.

E hoje eu percebi que uma parte de você se foi, e, embora eu não quisesse que tivesse sido assim, é assim que é. E eu acho que agora estou aceitando isso.

Fdb

A dor de não saber

Uma vez eu li que o triste dos términos é a dor de não saber. E acho que essa é a maior verdade de todas.

Na verdade nunca tivemos nada. Nada concreto, nada planejado. Mas quando nos conhecemos, eu tão triste e confusa, você tão presente, foi impossível não criar um futuro pra nós.

E você embarcou na idéia,  triste pelo fim do seu antigo relacionamento, feliz por alguém se interessar. E eu acho que eu estava no mesmo momento.

E a gente se ajudou, se reergueu, e você se foi e me deixou com um novo fim pra lidar.

E agora, tanto tempo depois, eu não sei se você resolveu seus problemas com seu chefe. Se seu sobrinho melhorou. Se tua mãe tirou férias. Se você foi liberado de vez do médico. Se o Stefano finalmente casou. Se a banda deu certo. Se você ainda pensa em mim e em tudo que poderíamos ter sido.